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Defesa de Vorcaro afirma que PF induziu Mendonça ao erro

Advogado diz que prisão preventiva foi decretada com base em fatos antigos: “Tudo é antigo, tudo é antes da primeira prisão”.

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, nesta quinta-feira, 12, que a Polícia Federal teria induzido o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, a “erro” ao decretar a prisão preventiva do empresário. 

Segundo o advogado Sérgio Leonardo, a decisão judicial teria se baseado em fatos antigos, sem elementos atuais suficientes para justificar a medida cautelar.

“A decisão do ministro André é toda baseada em fatos pretéritos. Não há contemporaneidade”, afirmou.

De acordo com a defesa, as acusações mencionadas na decisão envolvem mensagens e pagamentos que teriam ocorrido antes da primeira prisão de Vorcaro, em novembro do ano passado.

“Tudo é antigo, tudo é antes da primeira prisão. Isso não pode, de acordo com a lei, sustentar uma prisão preventiva em março de 2026. 

Nenhuma imputação feita ao Daniel sobre aquelas mensagens e pagamentos é atual, e a gente tem muita esperança de que os ministros analisem isso”, declarou.

Na avaliação do advogado, a análise da Polícia Federal teria levado o ministro a decretar a prisão com base em elementos que não representam risco atual para a investigação.

“O ministro André foi induzido a erro pela Polícia Federal e decretou em março uma prisão com base em fatos todos anteriores a novembro do ano passado, como a mensagem sobre o Lauro Jardim, do meio do ano passado, por exemplo”, afirmou.

Diante desse cenário, os defensores aguardam o julgamento do pedido de revogação da prisão pela Segunda Turma do STF.
Entenda o caso

O banqueiro Daniel Vorcaro foi preso novamente na última quarta-feira, 4, durante mais uma fase da Operação Compliance Zero. 

A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de fraude financeira, lavagem de dinheiro, corrupção e invasão de sistemas informáticos ligados ao colapso do Banco Master.

Segundo os investigadores, o banqueiro teria atuado no comando de uma estrutura organizada para obter informações sigilosas de autoridades e monitorar pessoas consideradas adversárias. 

As apurações indicam que integrantes do grupo teriam acessado ilegalmente sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até bases internacionais, como FBI e Interpol, para acompanhar investigações em andamento.

Outro ponto investigado envolve a existência de uma espécie de “milícia privada”, formada por aliados do empresário, que teria sido usada para intimidar jornalistas, ex-funcionários e concorrentes do banco. 

De acordo com a PF, mensagens atribuídas a Vorcaro indicariam ordens para monitorar ou pressionar pessoas consideradas prejudiciais aos seus interesses, o que reforçou a decisão judicial que determinou a nova prisão do empresário.

Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil

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