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Deputada denuncia crise no fornecimento de energia no interior e empresa anuncia programa Copel Agro

A deputada Cristina Silvestri, do PP, partido que faz parte da base do governo estadual, fez um discurso na sessão plenária desta terça-feira (17) da Assembleia Legislativa com duras críticas à Copel. 

Cristina Silvestri cobrou providências em relação a problemas frequentes no fornecimento de energia elétrica, especialmente no interior do estado, com grandes prejuízos a produtores rurais.

Em nota, a Copel disse que “lançou o programa Copel Agro, que entra em operação a partir de abril para atendimento exclusivo aos produtores rurais eletrointensivos. 

O objetivo é atender setores produtivos como o de frangos, peixes e leite. 
O suporte será realizado 24 horas por dia, sete dias por semana, pelo telefone 0800 6434 222. 

O atendimento será direto e pessoal por colaboradores da companhia. 

Além disso, entre as medidas estratégicas para aprimorar o serviço prestado nas áreas rurais, está a implantação de sete centros de formação de eletricistas próprios em todo o Paraná.”

No seu discurso, Cristina Silvestri citou oscilações de tensão e quedas frequentes, que têm provocado danos a equipamentos e perdas de produção, sobretudo na área rural, com registros de motores queimados, prejuízos em aviários e perda de produtos perecíveis. 

Os problemas, disse ela, já foram relatados por mais de 50 sindicatos rurais ao Sistema Faep/Senar-PR.

Ela também fez menção a um levantamento da Paraná Pesquisas, que aponta que 85% dos municípios do interior estão insatisfeitos com a qualidade do fornecimento de energia. 

A pesquisa, segundo ela, indica ainda que 38,7% enfrentaram mais de 20 quedas de luz nos últimos 12 meses e que a maioria fica mais de cinco horas sem energia a cada apagão.

“Quando a energia falha, os prejuízos impactam diretamente a produtividade, a renda das famílias e a economia do nosso estado”, disse a deputada em sua fala na tribuna. 

E o problema, reforçou, é estrutural e não se limita a eventos climáticos: “Muitos produtores relatam que as quedas acontecem mesmo sem tempestades ou ventos fortes, o que indica falhas na manutenção da própria rede”.

Outra queixa dos produtores, segundo a deputada, diz respeito à demora no atendimento por parte da Copel e a dificuldade de comunicação enfrentada por consumidores em situações emergenciais. 

Há relatos de redes sem manutenção há anos e de demora na solução de chamados, mesmo em casos críticos, acrescentou.

E agora, segundo Cristina Silvestri, os consumidores levantam outra questão: a exigência recente para que produtores rurais realizem a limpeza da vegetação próxima às redes elétricas, com base na chamada “Lei da Faixa Limpa”. 

Para a deputada, a medida transfere indevidamente à população uma responsabilidade da concessionária. 

“Além de injusta, essa prática é perigosa. Os produtores não têm preparo técnico nem equipamentos para atuar próximos à rede elétrica. Isso coloca vidas em risco”, disse. 

Luiz Claudio Romanelli (PSD) disse em aparte, disse que já há um projeto de lei para ser votado revogando essa norma.

Romanelli acabou fazendo um contraponto ao discurso de Cristina Silvestri. 

Ele contou que nesta terça-feira o presidente da Copel, Daniel Slaviero, na companhai de direotres, como o presidnete da Copel Distribuidora, Marco Antonio Villela de Abreu, esteve no legislativo conversando com os deputados sobre as reclamações dos consumidores. 

O diretor da Copel Distribuidora, segundo Romanelli, “fez uma explanação detalhada da estratégia de reforço das equipes de campo que a Copel está fazendo. 

Eu espero que seja suficiente”. O executivo falou sobre providências que estão sendo tomadas, inclusive a recontratação de 160 eletricistas experientes, que haviam saído no PDV (Programa de Demissão Voluntária) da empresa.

Fonte: Bem Paraná

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