O escritório admitiu que “foi contratado, no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica, por meio de uma equipe composta por 15 (quinze) advogados“ — o negrito é da própria nota.
Os serviços foram prestados, segundo o escritório, no âmbito da “elaboração e apresentação de processos para certificação de ética e governança”.
Entre eles está a “estruturação do departamento de compliance”, que a Fundação Instituto de Administração (FIA) define assim:
“Graves violações”
O Banco Master entrou em processo de liquidação extrajudicial em novembro de 2025 devido a uma “grave crise de liquidez do Conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN“, na descrição do Banco Central.
Além disso, Daniel Vorcaro, o dono do Master, está preso preventivamente desde a semana passada, mas já usava tornozeleira eletrônica desde o fim de 2025, sob suspeita de ter cometido crimes contra o sistema financeiro nacional.
Desde que o contrato entre Barci de Moraes e Master ficou conhecido, paira uma nuvem de desconfiança sobre as intenções de Daniel Vorcaro, dono do banco, ao contratar o escritório da mulher de um ministro do STF.
Por quê?
Caso ele tenha contratado os serviços do escritório com preocupações sobre ética e governança, não parece ter motivos para apreciar a execução do trabalho, ainda mais por tanto dinheiro.
A outra alternativa é bem pior: a investigação sugere que, quando estava para se preso pela primeira vez, o banqueiro buscou um ministro do STF, e não a advogada que tinha contratado.
A nota divulgada nesta segunda-feira, 9, não explica nada do que precisa de explicação e ainda reforça a pergunta fundamental: por que Vorcaro contratou logo a mulher de Moraes?
Fonte: https://oantagonista.com.br/analise

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