Decano do STF volta a criticar atuação da CPI do Crime Organizado e ataca relator.
O ministro Gilmar Mendes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a criticar o que chamou de uso político de comissões parlamentares de inquérito (CPIs).
Ao comentar o trabalho da CPI do Crime Organizado, o decano da Corte criticou a inclusão de pedidos de investigação sobre ministros do STF e outras autoridades.
A iniciativa ocorre após Vieira, na condição de relator da CPI do Crime Organizado, pedir o indiciamento do decano do STF em relatório final. A proposta acabou rejeitada por 6 a 4.
“Sendo certo o desvio de finalidade praticado pelo Senador Relator da CPI do Crime Organizado e a potencial incidência de sua conduta nos tipos penais descritos na Lei 13.869/2019 e em outros marcos repressivos criminais, requerse a apuração destes acontecimentos e a adoção das medidas cabíveis”, diz trecho.
Na manifestação, Gilmar afirma que o relatório “vale-se de juvenil jogo de palavras envolvendo os crimes de responsabilidade” para, segundo ele, sugerir que caberia à CPI “realizar indiciamentos a respeito dessa temática, quando isso não corresponde à realidade.”
Gilmar já havia sinalizado no X que não deixaria passar o pedido de indiciamento feito pelo relator da CPI do Crime Organizado.
“As CPIs são instrumentos legítimos e essenciais ao controle do exercício do poder.
Seu emprego para fins panfletários ou de constrangimento institucional, contudo, compromete sua credibilidade e reforça a necessidade de modernização da legislação sobre crimes de responsabilidade — tema que já se encontra em debate no Congresso.
Excessos desse quilate podem caracterizar abuso de autoridade e devem ser rigorosamente apurados pela Procuradoria-Geral da República.”
Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil

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