Header Ads Widget

Isto é Brasil: "Lamentável". Desembargadora do TJ-PA perde a paciência e manda colega “prestar atenção” na sessão

O Caso envolve suposta ligação com facção; relatora apontou ausência de drogas e falta de provas para manter prisão.

Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA) registrou bate-boca entre magistrados durante o julgamento de um habeas corpus. 

A desembargadora Eva do Amaral Coelho interrompeu o colega Pedro Pinheiro Sotero após repetidas perguntas sobre a existência de drogas no caso analisado pelo colegiado. O debate foi transmitido, ao vivo, pela Corte.

Relatora do processo, Eva afirmou reiteradamente que não havia apreensão de entorpecentes. Diante da insistência, elevou o tom. “Presta atenção.

” Em seguida, reforçou: “Mas eu já esclareci três vezes, doutor, que não tem droga no meio”.

O julgamento tratava do pedido de liberdade de um investigado por suposta ligação com o Comando Vermelho. 

O nome dele constava em um cadastro interno da facção, extraído do celular de uma terceira pessoa.

Mesmo após a explicação, Sotero voltou a questionar se havia drogas no caso. 

“Quero saber se ele entrou justamente só por causa do nome dele ou tem a droga no meio”, afirmou.

A relatora reagiu novamente e detalhou o fundamento da prisão preventiva. “Só prestar atenção. Presta atenção. 

A custódia foi fundamentada na existência de cadastro interno da facção Comando Vermelho, extraído de um aparelho celular, apreendido com uma terceira pessoa“, concluiu Eva do Amaral

A desembargadora já havia gerado repercussão recente ao criticar mudanças definidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre benefícios pagos a magistrados. 

Durante sessão, a desembargadora afirmou que a categoria tem sido “execrada” e disse que juízes passaram a ser vistos como “vilões”. “Quanto mais a gente se defende, mais a gente é execrado”, declarou.

Ela também afirmou que a população “vai sentir” os efeitos das mudanças ao procurar o Judiciário e criticou a forma como a magistratura tem sido retratada. 

“Hoje nós passamos de cidadãos que zelam pela proteção dos direitos para vilões da história. Nós somos os bandidos agora”.

A magistrada ainda questionou o uso do termo “penduricalhos” e mencionou dificuldades enfrentadas pela categoria. 

“Uma expressão tão chula e tão vagabunda que jogaram em cima da magistratura que hoje a gente vive com uma tensão enorme”, afirmou.

Aos 73 anos, Eva ingressou na magistratura na década de 1980 e ocupa o cargo atual desde 2020. 

Segundo dados do tribunal, recebeu R$ 91,2 mil líquidos em março de 2026, mês em que o STF fixou novos limites para esses benefícios.

Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil

Postar um comentário

0 Comentários