O senador Sergio Moro (PL), pré-candidato ao governo estadual que lidera as pesquisas de intenção de voto no estado, tem planos ousados para as áreas de infraestrutura e segurança pública do Paraná.
Um dos projetos é garantir a duplicação das BR 277 de Foz do Iguaçu a Paranaguá.
Outro é construir um presídio estadual de segurança máxima, nos moldes dos presídios federais, para os quais “os criminosos têm medo de ir”.
Um dos projetos é garantir a duplicação das BR 277 de Foz do Iguaçu a Paranaguá.
Outro é construir um presídio estadual de segurança máxima, nos moldes dos presídios federais, para os quais “os criminosos têm medo de ir”.
Assista a entrevista completa no YouTube:
Em entrevista do podcast Bem na Pauta, do Estúdio Bem Paraná, Moro explicou que planos como esses não querem dizer que a atual gestão do governo do estado.
“Eu nunca fui opositor ou adversário do governador Ratinho Júnior. Eu acho que a administração dele tem méritos, sim, que têm que ser reconhecidos e todos os bons projetos nós vamos dar continuidade.
Agora, a gente tem a nossa visão específica que também nós podemos ser melhores, nós podemos fazer uma diferença muito grande em relação aos vários assuntos aí atinentes ao Estado”, disse.
Na questão da infraestrutura, por exemplo, que é uma das vitrines da atual gestão, Moro cita a saturação das estradas.
“Em 1999 eu casei e me mudei para Cascavel. E a família da minha esposa morava aqui em Curitiba. Recém casado, a gente visitava até com alguma frequência a família da minha esposa.
Pegava o carro lá de Cascavel e vinha, atravessava a BR277. E naquela época, eu praguejava muito em relação à qualidade da 277.
Sem terceira pista, sem duplicação. Pois bem, se eu pegar o carro hoje, e eu viajo muito de carro também pelo interior, pegando esse carro e fazendo o mesmo trajeto 27 anos depois, não mudou nada”, queixou-se.
Além da saturação das estradas, Moro cita problemas no abastecimento de energia.
“O Paraná está tendo vários problemas, inclusive na área de infraestrutura: a reclamação generalizada, por exemplo, em relação à Copel.
A queda de energia, instabilidade no fornecimento de energia, prejudicando o consumidor e prejudicando as empresas.
Aliás, vamos fazer uma audiência pública no dia 5 de maio lá no Senado.
Já convidamos lideranças do setor empresarial, vamos convidar respeitosamente o presidente da Copel, vamos convidar o diretor-presidente da Aneel, porque é um problema que não pode esperar ir para 2027”, disse.
Na área de segurança, o senador também tem críticas. “Não queremos nos comparar com os piores, queremos nos comparar com os melhores.
Nesse aspecto, apesar do grande trabalho que as polícias estaduais fazem, e a gente tem que valorizar o policial, nossos indicadores são piores que Santa Catarina.
Então nós temos um problema de segurança, que se reflete às vezes na prática.
Ano passado, lembro que estava lendo uma notícia em jornal e vi lá, funcionário do TRE é atingido por bala perdida. Mas é da Bahia?
Não, era aqui, de Curitiba. Tiroteio à luz do dia no bairro Parolim, entre facções criminosas, escapou uma bala e atingiu uma funcionária do TRE. Quem anda nas ruas vê ainda um policiamento que precisa melhorar muito.”
Moro promete fazer do Paraná o estado mais seguro do país. E a principal obra em segurança pública é a construção de um presídio estadual de segurança máxima.
“Eu fui juiz de presídio federal. Do primeiro, aliás, que criaram no país, que foi o presídio federal de Catanduvas, fui Juiz corregedor. Qual que é a importância do presídio federal? Cela individual.
Ele fica 22 horas ali, retido na cela. Duas horas de banho de sol. Não tem celular. Não tem fuga.
Teve uma fuga no governo Lula, lá em Mossoró, barbeiragem do governo Lula, mas que resolveram.
Mas é um presídio à prova de fuga. Em 2019, quando eu assumi como ministro, nós cortamos as comunicações com o mundo exterior não monitoradas.
Então hoje, para ele falar com qualquer pessoa, tem que ir até lá, fala com o vidro separando, por telefone, e com o policial penal monitorando.
O que os criminosos têm medo? Têm medo de ir para presídio federal, porque é o fim da linha pra eles.
A gente não tem. Tem um negócio que chamam de presídio de segurança máxima em Piraquara, mas que não é um presídio real de segurança máxima”, explicou.
Outra bandeira de Moro que ele pretende levar ao governo é o combate à corrupção.
Mas, questionado se isso significa que vai passar um pente fino na gestão que o antecedeu, respondeu que o foco é não deixar haver corrupção na sua própria gestão.
“Quando a gente fala que não vamos permitir desvios ou corrupção, a gente já fez isso, a gente já combateu a corrupção no passado”, disse, lembrando sua atuação como juiz em processos como o da Lava Jato.
Escute a entrevista completa no Spotify:
Na conversa no podcast Bem na Pauta, Moro falou também sobre a composição política que fez – unindo-se ao PL do pré-candidato Flavio Bolsonaro – para concorrer ao governo do estado e sobre o enfrentamento ao governo Lula e uma possível reeleição do atual presidente.
“Eu sempre entendi que entre Bolsonaro e Lula, Lula não é uma escolha. Impossível, jamais, contra quem quer que seja.
Eu acho que o governo Bolsonaro teve os seus méritos, eu tenho também as minhas críticas, não mudei nesse ponto, mas o governo Lula, volta do Lula, seria uma tragédia moral e econômica para o país, como está sendo.
Então fiz essa opção e fui lá. Acima de tudo, a gente tem o nosso país e os brasileiros.
Então, já foi feita uma reaproximação lá em 22, E durante, desde então, eu sempre figurei na oposição”, justificou.
E garantiu que o maior adversário de Lula no Paraná é ele. ‘Nosso adversário real, na minha opinião, é o PT.
O Lula vai vir aqui com toda força, por isso a gente tem que proteger o nosso estado dessas loucuras de Brasília.
Se o Brasil se transformou numa Sodoma e Gomorra piorada, a gente aqui vai fazer diferente e não podemos subestimar o poder do governo federal.
E quem é o adversário do Lula no Paraná? Acho que o paranense sabe a resposta. Sou eu. Não tem outro.
Até porque muitos outros aí que se colocam como possíveis pré-candidatos, ou são fãs, ou nunca falaram nada sobre esses assuntos”, disse.
Na conversa, Moro falou ainda de outras questões políticas, seus embates com o governo federal e votos como senador em Brasília seus possíveis companheiros de chapa na eleição deste ano, e deixou um recado final:
“Nós precisamos mudar o rumo do nosso país, por isso que eu estou apoiando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que é o único com a capacidade de derrotar o Lula, e estou apresentando também esse meu projeto aqui de pré-candidatura ao governo do estado do Paraná.
Não há um conflito de interesses, não há interesses especiais que vão nos frear de fazer do Paraná o melhor estado do nosso país.”


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