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Tanto Gilmar: Gimar Mendes é do corporativismo da Faria Lima, e, tende a usar o cargo no STF para proteger seus comparsas...

Decano do STF se arrisca a contribuir para a criação de um líder popular ao debochar da forma como o ex-governador de Minas Romeu Zema fala.

Há léguas a separar Gilmar Mendes do Brasil, e não apenas por que o decano do Supremo Tribunal Federal (STF) parece se sentir muito mais confortável para guiar os rumos do país de Lisboa.

Na tentativa de se defender das críticas legítimas — e até meio óbvias — de Romeu Zema, o ministro mais antigo do STF resolveu debochar da forma como o ex-governador de Minas fala.

Gilmar chegou a comparar o linguajar de Zema com o tétum, do Timor Leste, como se isso desqualificasse o pré-candidato à Presidência da República. 

Segundo o ministro, o ex-governador “fala um dialeto próximo do português”. Talvez seja o caso de traduzir para o nobre decano.

ministro mais antigo do STF recorreu a um processo antigo para expedir um habeas corpus que beneficiou empresa de que o colega Dias Toffoli é sócio. 

A decisão, que atropelou a relatoria do ministro André Mendonça, cancelou quebra de sigilo aprovada pela CPI do Crime Organizado.

Por essa manobra, Zema criticou Gilmar com uma animação (foto) e o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pediu o indiciamento do ministro por crime de responsabilidade.

O relatório do senador foi reprovado na comissão após manobra do governo Lula que trocou membros do colegiado, e, mesmo assim, o ministro do STF pediu à Procuradoria Geral da República (PGR), comandada por seu ex-sócio Paulo Gonet, a investigação de Vieira por abuso de autoridade.

Questionado sobre a crise de imagem do STF, Gilmar prefere apontar o dedo para o resto do país, com destaque para a imprensa. 

Segundo ele, foram os jornalistas que levaram “o caso [Daniel] Vorcaro para a Praça dos Três Poderes”, pois o endereço correto é a avenida Faria Lima.

É preciso navegar

Com seu esnobismo elitista, Gilmar se arrisca a criar um líder popular como há muito não surge no Brasil. 

Aliás, o último deles foi Lula, que, apesar de hoje só vestir roupas de grife, segue emulando o vocabulário das ruas, para não perder a conexão com as camadas mais humildes do país.

Em outros tempos — ou sobre outras pessoas —, a intelectualidade brasileira já teria se levantado indignada contra o preconceito linguístico ou qualquer outro desses conceitos do ministro do STF.

Falências morais à parte, é óbvio que Zema e Vieira agem politicamente, como alegam os ministros do STF na tentativa de desqualificá-los. 

Mas o fato é que os dois são políticos, ao contrário dos ministros do STF, que insistem em agir politicamente, para o prejuízo do próprio Supremo.

Importa mais saber se as atuações políticas de Zema e Vieira fazem sentido. E fazem.

O STF murchou a festa dos brasileiros ao desmontar a maior operação de combate à corrupção da história do país, mas esqueceram várias sementes pelos cantos do jardim.

Agora, está muito mais difícil de escondê-las.

Fonte: https://oantagonista.com.br/analise

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