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Alerta total: Paraná pode reviver cenário de grandes enchentes com um dos piores El Niños da história

Fenômeno já começou a influenciar o clima de forma leve em maio, mas a tendência é de intensificação ao longo de junho, julho e agosto.

O meteorologista Piter Scheuer fez um alerta nesta sexta-feira (15) sobre a formação de um possível super El Niño que pode provocar chuva extrema, temporais severos e aumento no risco de enchentes no Sul do Brasil nos próximos meses. 

Segundo ele, o fenômeno climático tem potencial para ser um dos mais intensos da história recente.

Nas redes sociais, Scheuer afirmou que o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial já demonstra sinais de forte interação entre oceano e atmosfera, cenário considerado decisivo para intensificar os impactos climáticos no segundo semestre deste ano.

De acordo com o meteorologista, os mapas climáticos mostram águas extremamente aquecidas em profundidades que variam entre 150 e 200 metros, chegando perto de 400 metros em algumas áreas do Pacífico Equatorial.

Esse aquecimento ocorre por causa de uma intensa onda de Kelvin, fenômeno oceânico que ajuda a fortalecer o El Niño. 

Segundo Scheuer, as projeções indicam temperaturas próximas ou acima de 3°C da média, patamar considerado muito elevado.

Ele afirmou que o fenômeno já começou a influenciar o clima de forma leve em maio, mas a tendência é de intensificação gradual ao longo de junho, julho e agosto.

Paraná pode ter chuva acima da média e temporais

Segundo a previsão apresentada pelo meteorologista, o Paraná está entre os estados que podem registrar os maiores volumes de chuva durante o avanço do fenômeno.

Os modelos climáticos indicam períodos de chuva muito acima da média principalmente entre agosto, setembro, outubro e novembro. 

O cenário inclui temporais frequentes, rajadas de vento, granizo e acumulados elevados em curto período.

Scheuer destacou que o comportamento do El Niño pode ser irregular nos primeiros meses, com cidades vizinhas apresentando cenários completamente diferentes. 

Enquanto uma região poderá enfrentar temporais e grandes acumulados de chuva, outra pode registrar pouca precipitação.

Segundo ele, esse padrão lembra episódios históricos como os de 1982, 1983 e 2015, anos marcados por enchentes e eventos climáticos extremos no Sul do Brasil.

Meteorologista alerta para enchentes e deslizamentos

Na reta final do inverno e durante a primavera, a expectativa é de intensificação ainda maior das instabilidades atmosféricas.

“Depois que ele estiver com todo o vapor, com toda a energia, que é no final do inverno e durante a primavera como um todo, sai da frente, porque vem chumbo grosso: enchentes, alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e quedas de barreira”, alerta o meteorologista.

Simepar e Defesa Civil monitoram avanço do fenômeno no Paraná

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) acompanha semanalmente a evolução do El Niño e seus possíveis reflexos sobre o clima do estado.

A Defesa Civil do Paraná também já atua na orientação de prefeituras, com treinamentos, simulados e ações preventivas para reduzir impactos em situações de emergência.

O Fundo Estadual para Calamidade Pública (Fecap) já destinou R$ 16,2 milhões nos últimos meses para obras preventivas em municípios paranaenses.

Os recursos foram aplicados em drenagem urbana em Londrina e Guaratuba, além da construção de pontes rurais em Espigão Alto do Iguaçu.
Outra frente de preparação envolve a capacitação de voluntários. Neste mês, a Defesa Civil promove a maior formação já realizada no estado, com mais de 3 mil pessoas em treinamento para atuação em situações extremas.

Fonte: https://www.bemparana.com.br/noticias/parana

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