O ex-banqueiro Daniel Vorcaro (foto) chegou a discutir, em abril de 2025, um plano alternativo para tentar evitar o colapso do Banco Master antes de avançar com a proposta de venda da instituição ao BRB, diz o UOL.
Um documento interno obtido pelo portal mostra que a estratégia previa a participação do BTG Pactual e do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em uma operação de reestruturação do banco.
Segundo os registros analisados pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, Vorcaro enviou o material ao ex-sócio Augusto Lima em 10 de abril de 2025.
“Irmão pelo amor de Deus.
Segundo os registros analisados pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, Vorcaro enviou o material ao ex-sócio Augusto Lima em 10 de abril de 2025.
“Irmão pelo amor de Deus.
Não passe isso pra ninguém”, escreveu o banqueiro
“Lógico irmão. Tá doido”, respondeu Lima.
O plano previa uma cisão parcial do Banco Master.
Parte dos ativos e passivos seria transferida para uma nova estrutura chamada BMI (Banco Master de Investimento), enquanto o BRB ficaria com outra parcela da operação.
De acordo com o documento, o FGC compraria por valor simbólico uma opção de controle total do BMI e injetaria R$ 5 bilhões para cobrir vencimentos iniciais de CDBs.
Depois, a opção seria repassada ao BTG Pactual, também por valor simbólico.
Nesse modelo, o BTG não assumiria diretamente o banco, mas atuaria como gestor da estrutura, recebendo taxa anual de administração sobre os ativos.
O desenho também previa que despesas e contingências seriam cobertas pelo FGC.
O material aponta ainda que Vorcaro garantiria a operação com patrimônio líquido de R$ 10,5 bilhões, composto principalmente por precatórios e recursos previstos na negociação com o BRB.
A proposta dependia de mudanças nas regras do FGC, o que exigiria aprovação unânime dos maiores bancos do país.
“Lógico irmão. Tá doido”, respondeu Lima.
O plano previa uma cisão parcial do Banco Master.
Parte dos ativos e passivos seria transferida para uma nova estrutura chamada BMI (Banco Master de Investimento), enquanto o BRB ficaria com outra parcela da operação.
De acordo com o documento, o FGC compraria por valor simbólico uma opção de controle total do BMI e injetaria R$ 5 bilhões para cobrir vencimentos iniciais de CDBs.
Depois, a opção seria repassada ao BTG Pactual, também por valor simbólico.
Nesse modelo, o BTG não assumiria diretamente o banco, mas atuaria como gestor da estrutura, recebendo taxa anual de administração sobre os ativos.
O desenho também previa que despesas e contingências seriam cobertas pelo FGC.
O material aponta ainda que Vorcaro garantiria a operação com patrimônio líquido de R$ 10,5 bilhões, composto principalmente por precatórios e recursos previstos na negociação com o BRB.
A proposta dependia de mudanças nas regras do FGC, o que exigiria aprovação unânime dos maiores bancos do país.
À época, segundo a reportagem, instituições financeiras já demonstravam resistência a uma operação que pudesse ampliar os custos do fundo.
Um dia após o envio do plano, Vorcaro e Augusto Lima se reuniram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em Brasília. Segundo fontes ouvidas pelo UOL, a estrutura envolvendo BTG e FGC não foi discutida no encontro, que teve como foco a tentativa de viabilizar a venda do Master ao BRB.
Um dia após o envio do plano, Vorcaro e Augusto Lima se reuniram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em Brasília. Segundo fontes ouvidas pelo UOL, a estrutura envolvendo BTG e FGC não foi discutida no encontro, que teve como foco a tentativa de viabilizar a venda do Master ao BRB.
Fonte: https://oantagonista.com.br/brasil

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