Mas o Brasil recomenda cautela. Lula (PT) que o diga.
No Mensalão, em 2005, com parlamentares aliciados mediante propina, a prisão de Lula era dada como certa, e a oposição o queria “sangrando” até a eleição de 2006.
O resultado é conhecido: Lula foi reeleito com folga. O petista adotou a narrativa cara-de-pau de ser “vítima” das elites conservadoras e colou.
Repeteco com Dilma
Quatro anos depois, novo escândalo de corrupção, o Petrolão, mais de 200 condenações. E Lula conseguiu reeleger Dilma Rousseff (PT).
Da prisão ao poder
O capítulo final é ainda pior: após quase dois anos preso por corrupção e lavagem de dinheiro, o petista foi “reabilitado” pelo STF e eleito em 2022.
Pequenas causas?
O caso de Flávio Bolsonaro e Vorcaro não está no mesmo patamar de gravidade de um mensalão ou de um petrolão. Ao menos por enquanto.
País a ser estudado
A lição da História é clara: candidaturas não morrem por escândalos isolados, ainda que ruidosos.
Até renascem quando possuem base eleitoral fiel, narrativa eficaz e capacidade de se fingir de “vítima”.
Ninguém tasca
Flávio Bolsonaro (PL), que pediu uma grana ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme do pai, respondeu sem rodeios ao ser perguntado se a ex-primeira-dama disputaria a presidência: “Michele não será candidata”.
Ficou feio
Envelheceu como leite no sol a fala de Romeu Zema (Novo) sobre Flávio Bolsonaro (PL) pedir dinheiro a Daniel Vorcaro, do Master.
Campanha de Zema para o governo mineiro levou R$1 milhão do pai do banqueiro.
Bom exemplo
Ministro aposentado do STF, Marco Aurélio Mello foi só elogios a André Mendonça, relator do caso Master na Corte. Disse que o ministro, indicado por Jair Bolsonaro, pratica “atos que robustecem o Supremo”.
Velho Oeste
Tá feia a coisa entre Amauri Ribeiro e Major Araujo, dois deputados estaduais do PL em Goiás. Após trocas de ameaças, Araújo pediu à presidência da assembleia para ficar armado no plenário. Foi negado.
Só enrolação
Eduardo Girão (Novo-CE) acusa o “Desenrola 2.0” de ser politicagem paliativa e eleitoreira, o que não resolve o endividamento da população. O senador cobrou de Lula um programa de educação financeira.
Ponte aérea
Quem deu as caras na sede do PL, em Brasília, nesta quinta-feira (14), foi o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. Pré-candidato ao Senado, Castro reafirmou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Engana bobo
Osmar Terra (PL-RS) não comprou a lorota de Lula de combate ao crime organizado. O deputado lembra que o petista tem três mandatos como presidente da República e só agora diz que vai enfrentar o problema.
Pergunta no Congresso
Davi Alcolumbre vai sair de cima da CPMI do Master?
Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto

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