O Palácio do Planalto baixou ordem para que nenhum integrante do primeiro escalão dê declarações sobre o caso, uma forma de evitar confronto com o Congresso e também de se poupar de eventuais críticas, já que o PP detém um ministério na Esplanada e o comando da Caixa Econômica Federal.
“Dia após dia, a evolução do caso vai revelando o envolvimento umbilical de lideranças da direita e do campo bolsonarista, como Ciro Nogueira, presidente do PP e ex-todo-poderoso ministro de Bolsonaro, tido como “vice ideal” por Flávio.
Semana passada, aliás, Flávio Bolsonaro celebrava vitória junto com ele por conseguirem barrar a CPI do Master e a indicação de Messias.
Hoje corre para se afastar dos aliados e solta a mão de Ciro. Penso que esse esforço será em vão.
O Master está como tatuagem na pele de Flávio, Ciro, Rueda e companhia”, disse à CNN o secretário de comunicação do PT, Éden Valadares.
No recorte individual, 13% entendem que o caso afeta mais o STF; 11%, o governo Bolsonaro; 10%, o governo Lula; 5%, o Banco Central; e 3%, o Congresso.
O objetivo é retomar com força a associação do caso com a direita a partir da operação contra Ciro Nogueira, algo que voltou a ser feito nesta quinta-feira.
O objetivo é retomar com força a associação do caso com a direita a partir da operação contra Ciro Nogueira, algo que voltou a ser feito nesta quinta-feira.
Parlamentares do PT, como o líder da bancada na Câmara, Pedro Uczai, defenderam a instalação de uma CPI do Master, e o líder do governo na Casa, Paulo Pimenta (PT-RS), foi às redes sociais para dizer que “a nova fase da Operação Compliance Zero mostra a intimidade do coração do governo Bolsonaro com o esquema do ‘BolsoMaster’”.
“Banco Central, Fazenda, Casa Civil, Previdência, INSS e até o gabinete da Presidência aparecem cercados por operadores da fraude. É hora de instalar a CPMI no Congresso e a CPI na Câmara”, escreveu.
É o caso do presidente do União Brasil, Antonio Rueda; do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha; e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que recebeu doações de campanha de Fabiano Zettel, primo de Vorcaro apontado como operador financeiro do esquema.
A leitura, porém, é que a vinculação com o governo se deve muito mais ao fato de ministros do STF com ligações com o governo, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, estarem envolvidos.
A leitura, porém, é que a vinculação com o governo se deve muito mais ao fato de ministros do STF com ligações com o governo, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, estarem envolvidos.
Há o reconhecimento, contudo, de que o caso deve alcançar também personagens do PT da Bahia, como o líder do governo no Senado, Jacques Wagner, e o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/caio-junqueira/politica

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