A cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR) está reticente em atender o pedido do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que deseja incluir o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) no inquérito das fake news.
Zema e o inquérito das fake news
Gilmar Mendes pediu ao colega Alexandre de Moraes, por meio de notícia-crime, a inclusão do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) no inquérito das fake news.
No segundo episódio, o boneco alusivo a Dias Toffoli pede ajuda do boneco alusivo a Gilmar após a CPI do Crime Organizado quebrar o sigilo da Maridt, da qual Toffoli é sócio.
O decano do STF, que não tinha nenhuma ligação formal com o caso, suspendeu a quebra do sigilo por meio de um subterfúgio: ressuscitou um processo antigo para expedir um habeas corpus, atropelando a relatoria de André Mendonça, que cuida do caso do Banco Master no Supremo.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu o indiciamento de Gilmar no relatório da CPI do Crime Organizado por conta dessa interferência.
O relatório não foi aprovado, graças a uma manobra do governo Lula, mas o decano do STF pediu investigação de Vieira por abuso de autoridade.
Para o decano do STF, a animação publicada por Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”. Ele segue:
“Valendo-se de sofisticada edição profissional e de avançados mecanismos de ‘deep fake’, o vídeo emula vozes de ministros da Suprema Corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal.”

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