Após derrota histórica, petista não tem por que tentar a reeleição.
Ocorreu no 8 de janeiro de 2023, quando mesmo os apoiadores de Jair Bolsonaro tiveram de se render à constatação de que a depredação dos palácios de Brasília era indefensável, e em 13 de março de 2016, quando ocorreu a maior manifestação de rua da história do Brasil, pelo impeachment de Dilma Rousseff.
Os políticos afetados por esses dois eventos históricos até conseguiram elaborar narrativas para se defender nos meses subsequentes — os bolsonaristas contaram com a ajuda do Supremo Tribunal Federal (STF), que pesou a mão contra os manifestantes e os transformou em vítimas, enquanto os petistas se abraçaram ao discurso do golpe após a derrubada de Dilma —, mas é muito difícil distorcer a realidade imposta por um episódio como o da rejeição de Jorge Messias pelo Senado.
Zumbi
O fato é que Lula (à esquerda na foto) é um presidente morto-vivo, um zumbi.
Ele já era, desde o início do terceiro mandato, que conquistou por causa do desgaste político de Jair Bolsonaro, e não pelos próprios méritos ou prestígio, mas, após a derrota imposta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP, ao centro na foto), isso é inegável mesmo para seus aliados e apoiadores, submetidos a um choque de realidade brutal.
Beneficiado pela controversa anulação de condenações por corrupção, o petista já assumiu sem condição moral e política de governar, e teve de apelar ao STF diversas vezes para reverter as derrotas que sofreu no Congresso Nacional, contando com a ajuda de Messias.
Sem popularidade que lhe permitisse impor as próprias vontades, Lula apostou a recuperação do controle da distribuição de emendas parlamentares, capitaneada por Flávio Dino no STF.
Mas nem a promessa de liberação de 12 bilhões de reais em emendas é o bastante para um governo no qual não se pode confiar.
O fato é que Lula (à esquerda na foto) é um presidente morto-vivo, um zumbi.
Ele já era, desde o início do terceiro mandato, que conquistou por causa do desgaste político de Jair Bolsonaro, e não pelos próprios méritos ou prestígio, mas, após a derrota imposta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP, ao centro na foto), isso é inegável mesmo para seus aliados e apoiadores, submetidos a um choque de realidade brutal.
Beneficiado pela controversa anulação de condenações por corrupção, o petista já assumiu sem condição moral e política de governar, e teve de apelar ao STF diversas vezes para reverter as derrotas que sofreu no Congresso Nacional, contando com a ajuda de Messias.
Sem popularidade que lhe permitisse impor as próprias vontades, Lula apostou a recuperação do controle da distribuição de emendas parlamentares, capitaneada por Flávio Dino no STF.
Mas nem a promessa de liberação de 12 bilhões de reais em emendas é o bastante para um governo no qual não se pode confiar.
Dino iria permitir o pagamento dessas emendas?
Presidencialismo
Antes que a ciência política brasileira se apresse em apontar uma crise no presidencialismo de coalizão como razão para a fraqueza do atual governo, é imperativo destacar que o principal problema nessa história toda é o próprio Lula — e, em essência, o PT.
Lula forçou a indicação de Messias contra uma realidade que se impôs mais de uma vez ao longo de seu governo: ele não manda sozinho e não basta comprar apoio político com emendas — nunca bastou.
O jogo político demanda que ele se entenda com o parlamento, e não com o STF.
O breve governo de Michel Temer, que conviveu em harmonia com o Congresso, serve de exemplo para quem imagina que o problema é o sistema, e não o presidente.
Os ministros do tribunal conseguiram reverter algumas derrotas do petista, mas eles ainda não adquiriram a capacidade de solucionar a falta de governabilidade de um presidente autoritário.
Antes que a ciência política brasileira se apresse em apontar uma crise no presidencialismo de coalizão como razão para a fraqueza do atual governo, é imperativo destacar que o principal problema nessa história toda é o próprio Lula — e, em essência, o PT.
Lula forçou a indicação de Messias contra uma realidade que se impôs mais de uma vez ao longo de seu governo: ele não manda sozinho e não basta comprar apoio político com emendas — nunca bastou.
O jogo político demanda que ele se entenda com o parlamento, e não com o STF.
O breve governo de Michel Temer, que conviveu em harmonia com o Congresso, serve de exemplo para quem imagina que o problema é o sistema, e não o presidente.
Os ministros do tribunal conseguiram reverter algumas derrotas do petista, mas eles ainda não adquiriram a capacidade de solucionar a falta de governabilidade de um presidente autoritário.
Reeleição?
O governo Lula de fato acabou na quarta-feira, 29, como constatou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas a situação é pior do que isso para o petista: depois da rejeição história de uma indicação para o STF, ele não tem sequer por que tentar a reeleição.
Se o cenário para um quarto mandato já era ruim, com a perspectiva de ter de lidar com o adiado ajuste fiscal e com um Congresso ainda mais arredio, a derrota humilhante escancarou em praça pública um presidente fraco, que não conseguiu recuperar o prestígio como esperava.
Lula depende, agora, de algum evento imponderável ou de uma mudança drástica na forma de atuar para permanecer de pé politicamente.
O governo Lula de fato acabou na quarta-feira, 29, como constatou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas a situação é pior do que isso para o petista: depois da rejeição história de uma indicação para o STF, ele não tem sequer por que tentar a reeleição.
Se o cenário para um quarto mandato já era ruim, com a perspectiva de ter de lidar com o adiado ajuste fiscal e com um Congresso ainda mais arredio, a derrota humilhante escancarou em praça pública um presidente fraco, que não conseguiu recuperar o prestígio como esperava.
Lula depende, agora, de algum evento imponderável ou de uma mudança drástica na forma de atuar para permanecer de pé politicamente.
Aos 81 anos e após passar os últimos quatro deles lutando contra a realidade que se impõe, é difícil acreditar nessa possibilidade.

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