Jornalista Claudio Humberto
Lula (PT) segue discursando como sindicalista dos anos 1980, posando de defensor dos “trabalhadores”, mas este 1º de Maio de 2026 expõe o fosso entre retórica e realidade.
O salário mínimo reajustado em risíveis R$103, para R$1.621, que mal repõe a inflação, oferece ganho real de míseros 2,5%.
Ele admite, em público, que o valor “é muito baixo”, mas nada faz sobre isso. A política de “valorização” do mínimo, retomada em 2023, era só outra lorota, e virou uma rotina de correções modestas.
Embromation
Piso salarial como instrumento de dignidade, bandeira do PT, converteu-se em “ajuste técnico”, insuficiente para recompor o poder aquisitivo.
Aperto de sempre
Trabalhadores formais, informais, aposentados e pensionistas do INSS sentem no bolso o mesmo aperto de sempre.
Seria 1º de abril?
Pesquisa Datafolha recente revelou que só 17% de quem ganha até R$5 mil admitem terem sido beneficiados pela isenção de imposto de renda.
Mudança de regime
Nas contas de Paulinho da Força (SDD-SP), relator do projeto da dosimetria, com a aprovação da proposta, o ex-presidente Jair Bolsonaro pode migrar para o regime semiaberto em cerca de um ano e meio.
Pé esquerdo
A semana de derrotas e humilhação para Lula no Congresso marcou a estreia com pé esquerdo do deputado José Guimarães (PT-CE), que assumiu a (des) articulação política do governo.
Teve até cantoria
Após o anúncio da derrubada do veto de Lula (PT) à lei que vai reduzir penas do 8/jan, parlamentares no plenário começaram a cantar parabéns para Flávio Bolsonaro, que completou 45 anos nesta quinta-feira (30).
Churrasco e pelada
Passada sessão que sacramentou derrota de Lula e rejeição de Jorge Messias para o STF, o “QG” de Flávio Bolsonaro (PL), em Brasília, lotou de parlamentares, que curtiram churrasco e jogaram futebol.
Jogo jogado
Decano do STF, Gilmar Mendes não deve esticar a corda na disputa com o Legislativo, após rejeição do nome de Jorge Messias para o tribunal. Diz o ministro que “a decisão do Senado deve ser respeitada”.
Furada
“Não passa de mentiras”, criticou Marcel van Hattem (Novo-RS) sobre a tentativa de lulistas de associar a derrubada do veto à dosimetria a ajuda a faccionados. “O Congresso manteve avanços da Lei Antifacção”, disse.
Cadê o amor?
Xingado na tribuna do Congresso por parlamentares aliado de Lula (PT) e cia., o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro ironizou: “O Brasil não precisa desse ódio, mais amor, por favor!”.
De mulher pra mulher
Em Campo Grande (MS), a prefeita Adriane Lopes (PP) sancionou lei que proíbe pessoas trans de usarem banheiros femininos e justificou: “resguardar direitos das mulheres”. Teve até protesto. Contra e a favor.
Pensando bem...
...não há “reciprocidade” para humilhação histórica.
Fonte: https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto

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