Moro se posicionou contra o reajuste, principalmente diante do contexto da deficiência do serviço prestado pela Copel.
“Demonstramos aqui nossa insatisfação com esse percentual de reajuste de 26% na conta de luz num contexto no qual a qualidade do serviço não tem se mostrado adequada.
“Demonstramos aqui nossa insatisfação com esse percentual de reajuste de 26% na conta de luz num contexto no qual a qualidade do serviço não tem se mostrado adequada.
Esse aumento no bolso do consumidor, ainda que 19% esse ano e 7% no ano que vem, precisa ser repensado, porque não é justo com a população paranaense.
E nessa disputa de dados, de informações, ressalto que o cliente tem sempre razão, e quem tem razão aqui é a população paranaense”, disse ele.
Presente à audiência em Brasília, o superintendente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, também foi contra o reajuste tarifário previsto.
Presente à audiência em Brasília, o superintendente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, também foi contra o reajuste tarifário previsto.
“Estamos falando de um aumento de 26%, sendo 19% já neste ano. Algumas indústrias podem ter reajustes de até 51%.
Como isso será absorvido? Vai impactar diretamente o preço dos alimentos e gerar inflação”, disse Mohr.
A audiência foi convocada por Moro para debater os constantes problemas no abastecimento de energia elétrica no Paraná.
A audiência foi convocada por Moro para debater os constantes problemas no abastecimento de energia elétrica no Paraná.
Com participação de diretores da Copel e representantes do setor produtivo do estado, a tônica do evento foram as queixas à falta de energia para a produção, sobretudo na área rural.
O presidente da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), Ágide Meneghette, falou sobre os impactos no campo. “Sem energia, não há produção agropecuária”, disse, citando perdas de frangos, peixes e leite devido às interrupções.
O presidente da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), Ágide Meneghette, falou sobre os impactos no campo. “Sem energia, não há produção agropecuária”, disse, citando perdas de frangos, peixes e leite devido às interrupções.
Para Meneghette, a situação é “caótica”. Ele disse que os indicadores oficiais não refletem a realidade enfrentada no campo.
Na indústria, também há queixas. João Arthur Mohr disse que quedas de energia e oscilações de tensão têm causado prejuízos significativos e não aparecem integralmente nos indicadores oficiais. Segundo ele, as falhas afetam diretamente a produtividade, geram perdas de matéria-prima e aumentam custos.
Na indústria, também há queixas. João Arthur Mohr disse que quedas de energia e oscilações de tensão têm causado prejuízos significativos e não aparecem integralmente nos indicadores oficiais. Segundo ele, as falhas afetam diretamente a produtividade, geram perdas de matéria-prima e aumentam custos.
“Isso compromete a competitividade da indústria e pode frear o crescimento do Paraná”, afirmou.
O diretor da Copel Distribuição, Marco Antonio Villela de Abreu, atribuiu parte dos problemas ao aumento expressivo de eventos climáticos extremos.
O diretor da Copel Distribuição, Marco Antonio Villela de Abreu, atribuiu parte dos problemas ao aumento expressivo de eventos climáticos extremos.
Segundo ele, houve crescimento significativo de ocorrências com ventos fortes e tempestades, que causaram danos relevantes à rede elétrica.
Fonte: https://www.bemparana.com.br/publicacao/blogs/martha-feldens

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