Na manhã desta quinta-feira (2), a Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Unha e Carne com o objetivo de cumprir três mandados de prisão preventiva e aprofundar as investigações sobre o elo político de autoridades com a facção criminosa Comando Vermelho, no Rio de Janeiro.
A operação que sequestrou R$ 22 milhões dos alvos de hoje foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), porque investiga o ex-presidente do Legislativo do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, e o desembargador federal Macário Júdice Neto.
Policiais federais procuram provas de lavagem de dinheiro praticados pela organização criminosa, por meio de 14 mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados, nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti/RJ.
“A atual fase da investigação foi deflagrada a partir da análise de documentos apreendidos que revelaram uma contabilidade paralela voltada à lavagem de capitais, além de registros de supostos pagamentos indevidos e doações eleitorais irregulares”, detalhou a PF.
O deputado estadual Rodrigo Bacellar (União) foi preso preventivamente em 3 de dezembro de 2025 e passou a usar tornozeleira eletrônica, após a Alerj votar pela revogação da prisão e o ministro Alexandre de Moraes afastá-lo do cargo e aplicar medidas cautelares.
No dia 13 do mesmo mês de dezembro, foi a vez do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto ser preso.
Bacellar voltou a ser preso em março, em nova decisão de Moraes no âmbito da mesma investigação.
Fonte: https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes


0 Comentários