Na mesma decisão, Mendonça também afastou preventivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.
A decisão desta terça ainda precisa ser julgada pela segunda turma do Supremo, que é composta pelos ministros Luiz Fux (presidente), Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques, além do próprio André Mendonça.
Fux convocou uma sessão virtual extraordinária nesta terça para analisar a decisão de Mendonça contra Andrei Rodrigues.
Andrei recebeu a notícia da decisão antes de discursar em um evento de início de curso de agentes da Polícia Federal.
No auditório da Academia Nacional de Polícia, em Brasília, 735 alunos aguardam sentados há cerca de 40 minutos um representante da chefia da PF se posicionar sobre o ocorrido.
Alexandre de Moraes e André Mendonça são os dois pivôs do que se tornou a maior crise institucional da história recente do STF.
Alexandre de Moraes e André Mendonça são os dois pivôs do que se tornou a maior crise institucional da história recente do STF.
Às vésperas de ser preso pela Polícia Federal, o dono do Master pediu ao ministro informações sobre a investigação contra ele mesmo, marcou encontros entre os dois e inclusive perguntou se deveria fugir do país.
O relatório contra Moraes foi produzido pela PF, mas a pedido de Mendonça.
O material também registra pedidos para que fossem acionados o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Este relatório, porém, é classificado pela própria PF como “sem valor probatório” e ainda traz queixas contra Jorge Messias, advogado-geral da União.
Edson Fachin, presidente do STF, determinou na última semana que Mendonça, Moraes, Gonet e Andrei prestem informações sobre os diálogos com Vorcaro.
Agora, em um novo capítulo desta crise, Mendonça pediu o afastamento de Andrei e justificou pela “superlativa gravidade e ilicitude na produção dos ‘relatórios de inteligência’ publicizados pelo Ministro Alexandre de Moraes”.
Ele disse que isso “impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”.
Ele disse que isso “impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”.
Fonte: https://www.bemparana.com.br/noticias/politica

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