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Datafolha: 20% dizem que violência é principal problema do país, e 18% citam saúde

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostra que a violência é apontada por 20% dos entrevistados como o principal problema de responsabilidade do governo federal no país. 

A saúde aparece em seguida, com 18%. 

A economia, que reúne também referências à inflação e ao preço dos alimentos, é citada por 15%.

A pergunta foi espontânea, sem apresentação de alternativas, e cada entrevistado pôde indicar apenas um problema. 

Na sequência, aparecem corrupção (7%), educação (6%), desemprego (4%), fome e miséria (3%), impostos altos (3%) e desigualdade social (2%). Administração pública, gastos públicos, impunidade, salário, política e habitação têm 1% cada.

O Datafolha ouviu 2.520 eleitores de 16 anos ou mais nos dias 13 e 14 de outubro. 

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, no total da amostra. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00466/2026.

As referências à violência incluem também segurança, polícia, criminalidade e afirmações como acabar com bandidos. 

As menções aos principais problemas oscilaram dentro da margem de erro, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

O índice dos que apontavam violência como principal problema passou de 17% em julho para 20%, patamar numericamente mais elevado desde 2023. 

Já a saúde, citada por 21% nos dois levantamentos anteriores, foi para 18%.

A preocupação com a violência tem índices semelhantes entre os diferentes segmentos. 

Já a saúde é mais citada por mulheres (22%) do que por homens (14%) e por quem tem renda familiar mensal de até dois salários mínimos (23%) do que entre os que recebem mais de cinco (12%).

Entre os eleitores de Lula, violência e saúde são os problemas mais citados, com 19% cada. 

Economia fica com 9%. Entre os de Flávio, a economia aparece com 21%, em empate técnico com violência (20%) e saúde (17%).

PROPOSTAS


Na saúde, uma das principais preocupações mencionadas pelos entrevistados, Lula e Flávio prometem reduzir as filas do SUS, apostando em tecnologia e em parcerias com a rede privada. 

Como mostrou a Folha, porém, os planos de governo não explicam quem vai pagar a conta das promessas.

A violência, por outro lado, é um dos principais temas dos presidenciáveis. 

De um lado, Flávio aposta em propostas da chamada linha dura, como castração química para criminosos sexuais e redução da maioridade penal, para atrair o eleitorado. 

Do outro, Lula tenta superar a dificuldade da esquerda na área com a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, que prevê fortalecer a coordenação federal da política de segurança.

Nesta quinta-feira (15), aliados do petista chegaram a articular a redução da maioridade para crimes hediondos, numa tentativa de neutralizar uma proposta mais ampla da direita. 

A iniciativa, porém, encontrou resistência no governo e dividiu o PT, historicamente contrário à medida.

Na economia, uma das principais apostas de Lula é o fim da escala 6×1, aprovado pelo Senado nesta quarta-feira (14).

Flávio mudou de posição e votou a favor da proposta, após criticar o que classificava como oportunismo eleitoral do adversário. 

Justificou a mudança sob o argumento de seguir o que a maioria dos brasileiros defende, mas sua campanha tem acenado com mudanças na proposta caso ele seja eleito.

Fonte: https://www.bemparana.com.br/noticias/politica

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